A palavra “acupuntura” é derivada do latim, sendo “acus”: agulha e “punctio”: punção. A acupuntura é parte integrante da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que abrange outras técnicas como moxabustão, ventosaterapia, terapia alimentar e fitoterapia chinesa e práticas físicas como o  lian-gong.

Trata-se um de procedimento médico invasivo complexo, no qual as agulhas são inseridas a profundidades que variam de acordo com a técnica, com o segmento corporal e com o diagnóstico clínico, com a finalidade de provocar estimulação neural. Ao contrário de muitas drogas, o procedimento não apresenta toxicidade, sendo uma boa opção, de forma isolada ou complementar, no tratamento de diversos quadros de dor aguda e crônica, podendo ser comparada a preparações à base de opioides em sua efetividade, no alívio da dor, porém sem os seus efeitos adversos, tal como a dependência.

Saiba quais os problemas de saúde em que a acupuntura pode ajudar:

A acupuntura é um importante aliado na clínica de dor, proporcionando ao paciente uma recuperação mais rápida das diversas doenças, redução da intensidade da dor, e muitas vezes redução da dose de medicamento necessária para o controle desse sintoma. Além disso, pode propiciar um sono reparador, reduzir a ansiedade e o stress, bem como integrar uma abordagem de tratamento para dependência química, tabagismo ou abuso de álcool.

Distúrbios imunológicos e alérgicos como a rinite e a asma apresentam resultados notáveis com o uso da acupuntura. Um efeito evidente e já muito estudado da acupuntura diz respeito à melhora dos quadros de náuseas e vômitos em gestantes, no pós-operatório e relacionados à quimioterapia e radioterapia, atuando nesses sintomas de forma profilática ou terapêutica.

Efeitos da Acupuntura:

Diversos efeitos da acupuntura já foram descritos em publicações científicas. Dentre esses estudos, destacam-se como mais importantes os efeitos: analgésico, anti-inflamatório, anti-emético (melhora de náuseas e vômitos), ansiolíticos, relaxante muscular, sedativo/hipnótico, anti-adição (tratamento de vícios), imunomodulador, reabilitação neuromuscular após AVC, diversas outras doenças neurológicas e ainda atua como estimulante da reparação e cicatrização tecidual.

Diversas doenças podem ser tratadas com acupuntura isoladamente ou associada a outros tratamentos, sendo excelente aliada, proporcionando ao paciente uma recuperação mais rápida, redução da dor, melhora do sono e da ansiedade entre outros benefícios.

O ser humano, em sua admirável complexidade, necessita de um grupo que oriente e guie seus passos em direção ao equilíbrio, principalmente se estiver passando por um momento difícil. Essa é a proposta da equipe CLIND´OR.

Cefaleia ou cefalgia são termos médicos para dor de cabeça. É um dos sintomas mais comuns na Medicina em todo o mundo, uma das queixas mais frequentes nas consultas e também um dos motivos mais frequentes de falta ao trabalho.

Basicamente, a cefaleia pode ser dividida em primária e secundária. As primárias não têm nenhum outro transtorno como causa e os tipos mais comuns são a enxaqueca e a tensional. Já as secundárias são dores causadas por outras doenças, como tumores cerebrais, infecções ou problemas circulatórios.

O consumo de alguns alimentos pode desencadear crises, entre eles o queijo, chocolate, café e bebidas alcoólicas. Tabagismo e o sono irregular também podem contribuir para provocar a condição álgica.

As crises de enxaqueca são latejantes, de moderada a forte, acompanhadas de intolerância à luz (fotofobia) e a sons (fonofobia), além de náuseas e vômitos. A dor costuma piorar com atividades físicas de rotina. Geralmente, as dores acontecem de um só lado da cabeça, entretanto, essa característica pode variar de pessoa para pessoa.

As cefaleias do tipo tensional costumam apresentar dor de intensidade leve a moderada, não latejante e localizada em toda a cabeça. Não pioram com a atividade física e a intolerância à luz e sons são raras, assim como náuseas e vômitos.

 

O tratamento da Cefaleia envolve diversas opções e dentre elas, o medicamento pode ser um importante recurso, mas é fundamental a busca de esclarecimento médico. A automedicação pode ser muito arriscada além gerar sérias complicações.

Outras alternativas podem ser adotadas tais como:  aplicação de toxina botulínica, bloqueios anestésicos, fisioterapia ou acupuntura.

Estudos apontam que 7 a cada 100 pessoas têm dor com características neuropáticas, que causam grande impacto na vida de quem sofre com ela. Em comparação a outros tipos de dor, a dor neuropática costuma ser mais intensa,  estar associada à incapacidade e a uma considerável diminuição na qualidade de vida.

Surge como consequência direta de uma lesão ou doença que afeta o sistema somatossensorial, quer dizer, uma disfunção em qualquer segmento do trajeto por onde é conduzido o estímulo da dor, do local da lesão/doença, via nervos periféricos até a medula, e finalmente ao córtex cerebral. Os sintomas mais comuns são dor em choque ou em queimação, ou lancinante, podendo apresentar paroxismos de sensação de choque elétrico e sensações alteradas, como formigamento.

Os principais exemplos de dor neuropática são:

radiculopatia lombar (mais conhecida como “ciática”); neuralgia pós-herpética (dor pós-herpes zoster); neuropatia diabética; neuropatia causada por HIV; neuropatia pós-cirúrgica, que ocorre quando algum nervo é lesionado durante uma cirurgia. Além disso, pode surgir também após um AVC, lesão da medula espinhal, na esclerose múltipla e em diversas outras condições neurológicas e metabólicas, até mesmo dores que não costumam surgir de condições especificamente neuropáticas podem ter essas mesmas características, como certos casos de osteoartrite e dor oncológica.

O tratamento farmacológico mais indicado envolve medicamentos anticonvulsivantes, como gabapentina ou pregabalina, antidepressivos como amitriptilina e duloxetina. Outros recursos importantes a serem considerados são os procedimentos minimamente invasivos, como bloqueios anestésicos, toxina botulínica e tratamento por radiofrequência. Exercícios físicos orientados e Psicoterapia também podem ser muito eficazes.

A forma como o paciente apresenta sua dor depende de fatores culturais, cognitivos, experiências dolorosas prévias de como essa é enfrentada, dentre outros fatores. A pessoa que apresenta essa entidade tão complexa necessita de uma abordagem individualizada e multidisciplinar.

De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor, através do tratamento multidisciplinar, são obtidos os melhores resultados, algo comprovado por estudos científicos em todo o mundo e confirmado diariamente pelos profissionais da CLIND’OR.

O médico especializado no tratamento da dor se dedica a avaliar o indivíduo em todas as suas dimensões – física, psíquica, social e espiritual a fim de encontrar distúrbios em qualquer dessas esferas que possam ser responsáveis pela causa, agravamento ou perpetuação da queixa álgica do paciente. A partir desses diagnósticos, atendendo às necessidades específicas e anseios deste indivíduo o clínico de dor constrói o plano terapêutico junto ao paciente. Tal plano pode envolver medicação, técnicas de bloqueio/infiltrações, reabilitação, psicoterapia e técnicas complementares validadas para o tratamento da dor. Pode ser necessária a participação de diferentes profissionais, como clínico, geriatra e especialistas (reumatologista, neurologista, neurocirurgião) para o controle de doenças subjacentes, enfermeiro, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, dentista especialista em dor orofacial, psicólogo, psiquiatra, nutricionista, fonoaudiólogo e acupunturista.

A CLIND’OR cuida de seus pacientes de forma individualizada e integrada, trabalhando de maneira interdisciplinar. Os profissionais das diversas áreas discutem regularmente o plano terapêutico personalizado proposto ao paciente, a fim de ajustar intervenções conforme os resultados alcançados.

 

Tratamento por Ondas de Choque (ESWT)

 

Historicamente, as ondas de choque são aplicadas pela Urologia desde a década de 80 para abordagem de pacientes com cálculos renais, sendo este método conhecido como litotripsia extracorpórea. No início da década de 90, notou-se que o uso de ondas de choque para o tratamento de patologias musculoesqueléticas apresentava resultados positivos. Desde então, o Tratamento por Ondas de Choque (ESWT) vem sendo apresentado como uma alternativa promissora no tratamento das desordens musculoesqueléticas crônicas, resistentes ao tratamento tradicional.

A onda de choque é um pulso acústico súbito de alta pressão, que transmite energia mecânica ao tecido doente. Cabe ressaltar que, apesar do nome, não há descarga ou condução elétrica.

Através de um efeito mecânico de compressão e tensão, ocorre um fenômeno denominado cavitação, com formação e eclosão de microbolhas, isso gera alterações estruturais do tecido doente com fragmentação da fibrose e de depósitos de cálcio, estimulando a reabsorção pelo organismo. Há liberação de substâncias analgésicas e anti-inflamatórias, assim como formação de novos vasos sanguíneos por produção de óxido nítrico. O aumento da circulação local permite melhora da nutrição local e estimulação do processo de regeneração destas lesões crônico-degenerativas.

Controlando as diferentes intensidades de energia com as quais as ondas de choque atingem o local de tratamento, é possível atingir variados objetivos: aplicando com baixa energia, produzimos alívio da dor e relaxamento muscular; com média energia, obtemos reparação tecidual; com aplicação da alta energia, podemos estimular crescimento ósseo para os casos de falha de consolidação de fraturas.

Indicações :

O ESWT geralmente é indicado para lesões crônicas musculoesqueléticas (como tendinoses, entesopatias, calcificações insercionais) que não apresentam melhora após um período de três a seis meses de tratamento conservador tradicional – fisioterapia, medicação sistêmica, infiltração local, acupuntura, sendo uma opção que preenche a lacuna entre tratamento conservador e cirúrgico.

  • Esporão do calcâneo (Fascite plantar);

  • Tendinite de Aquiles (Tendinopatia calcânea insercional ou não);

  • Tendinite calcárea (Tendinopatia calcificante do ombro);

  • Joelho do saltador (Tendinopatia patelar);

  • Cotovelo de tenista e golfista (Epicondilite lateral e Epicondilite medial);

  • Bursite trocantérica (Síndrome dolorosa do grande trocanter);

  • Pontos-gatilhos / “Trigger-points” (Síndrome dolorosa miofascial);

  • Pubalgia (Tendinopatias dos adutores);

  • Falha da consolidação óssea (Fraturas não consolidadas);

  • Fraturas por estresse;

  • Lesões musculares agudas

  • Doença de Osgood-Schlatter (Apofisite anterior do tubérculo tibial);

  • “Canelite” (Síndrome do estresse tibial medial);

 

Outras Indicações:

  • Feridas com cicatrização lenta

  • Celulite

 

Contra Indicações:

  • Gravidez;

  • História de tumores malignos no local do tratamento;

  • Estruturas nobres no foco de impacto como cabeça, coluna vertebral, tórax, pulmão,          abdome, grandes vasos e nervos, epífises em ossos de crianças;

  • Distúrbio grave de coagulação sanguínea;

  • Infecções sistêmicas, de partes moles ou ósseas agudas;

  • Infiltração de corticosteróides nas últimas 6 semanas;

  • Uso de marca-passo quando o local de aplicação é próximo;

  • Epilepsia.

 

A Sessão

O tratamento não é invasivo e é realizado no próprio consultório sem necessidade de internação ou repouso absoluto. Não há sangramento visível ou cicatriz no local da aplicação. Pode haver vermelhidão ou pequeno desconforto local após as sessões, desaparecendo em poucos dias.

A duração média de cada sessão é de 30 a 45 minutos. O paciente será acomodado de maneira confortável - deitado ou sentado -, conforme região a ser tratada. O equipamento é acoplado diretamente na área superficial do corpo com uso de gel condutor. É recomendável repouso relativo após a aplicação e evitar atividades esportivas por pelo menos 30 dias.

Normalmente, são preconizadas 3 a 4 sessões com intervalo de 7 a 10 dias.  Vários pacientes apresentam significativo alívio dos sintomas após a primeira sessão de tratamento, permitindo continuar a reabilitação. O resultado final é avaliado após 12 semanas alcançando aproximadamente 70% de resultados satisfatórios.

Se você sofre destes problemas marque uma avaliação completa com um dos nossos especialistas ou converse com seu médico a respeito do tratamento.

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